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Por que as fraudes de identidade estão entre os tipos de corrupção mais perigosos para as empresas?

Martha Kanagusko
  • 18 de novembro de 2022
  • 6 min de leitura
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Por que as fraudes de identidade estão entre os tipos de corrupção mais perigosos para as empresas?

Corrupção e fraude são duas ocorrências ilícitas gravíssimas de consequências negativas sobre os negócios. Esse tipo de atitude pode gerar prejuízos financeiros incalculáveis, manchar a imagem e acabar com a credibilidade da empresa no mercado. 

De acordo com o Relatório Global, elaborado pela consultoria Kroll, 82% dos executivos entrevistados afirmaram que suas empresas já foram afetadas por corrupção, fraudes, entre outras condutas ilícitas. Ainda segundo a pesquisa, vários setores empresariais enfrentaram esses problemas em 2021: 

  • Transporte, lazer e turismo;
  • Bancos; 
  • Tecnologia, meios de comunicação;
  • Ciências da vida;
  • Comércio varejista, atacadista e distribuidores;
  • Indústria;
  • Empresas de bens de consumo;
  • Entre outros.

Conforme o estudo “O Real Custo das Fraudes”, divulgado, no ano passado, pela LexisNexis Risk Solutions, empresários pagaram 3,86 vezes por cada ocorrência de fraude. Os custos abrangem despesas com:

  • Investigação;
  • Recursos humanos;
  • Contratação de assessoria;
  • Pagamento de juros. 

As empresas do varejo, e-commerce e serviços financeiros foram os setores mais afetados por essas ocorrências.

Neste artigo, vamos explicar quais os tipos de corrupção e fraude mais comuns no Brasil, e como a implantação de uma plataforma antifraude pode ajudar a sua empresa a prevenir e combater condutas ilícitas que causam enormes perdas financeiras. Confira:

O que é corrupção?

Primeiro, é importante que a gente entenda o que é a corrupção em uma empresa. Trata-se de um ato realizado por pessoas de um negócio que corrompe algo, ou ainda quando o indivíduo oferece algo com o objetivo de obter vantagens em negociatas.

Porém, devemos destacar que esse é um conceito amplo. A corrupção pode ser realizada em diferentes esferas de nossas vidas, até mesmo pessoais. Quando não há o retorno de um troco errado, por exemplo, é uma atitude que se caracteriza corrupção.

Pode envolver, ainda, extorsão, tráfico de influência, suborno, fraudes e propina. Neste material, vamos nos atentar aqueles que ocorrem no dia a dia das empresas.

Quais são os tipos de corrupção mais comuns no Brasil?

Agora, apresentaremos alguns dos tipos de corrupção mais comuns no Brasil. Confira:

Corrupção ativa

Como o próprio nome já diz, é a forma ativa da corrupção, prevista no artigo 333 do Código Penal brasileiro. Nesse caso, uma pessoa vai oferecer alguma forma de compensação para que outra possa fazer algo. Exemplo: quando passa informações privilegiadas para alguém em troca financeira. Ou, ainda, quando há uma auditoria interna na organização e o profissional recebe uma quantia para deixar de fazer algo.

No caso da corrupção ativa, devemos levar em consideração que ela é cometida pelo corruptor. Um exemplo voltado diretamente para a realidade das organizações se dá quando uma pessoa, em negociação com fornecedores, recebe um valor alto de uma marca que até então não estava cotada para fechar contrato.

Sendo assim, ela tende a prejudicar tanto a sua empresa quanto outras, uma vez que um fornecedor que teria chances de prosseguir com a negociação acaba sendo deixado de lado. Sua empresa, nesse sentido, ficaria com um contrato que não teria o melhor custo-benefício para aquela ocasião.

Corrupção passiva

A corrupção passiva também está prevista no Código Penal brasileiro, no artigo 317. De acordo com o documento, se caracteriza como o ato de “solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.”.

Para entender a diferença entre a ativa e passiva, basta analisar pelo modo como ela ocorre. Enquanto a corrupção ativa alguém oferece uma compensação ilícita em troca de favores, a corrupção passiva ocorre quando ela recebe. No caso do exemplo anterior, o agente da corrupção seria, então, o seu colaborador, que aceitou uma quantia em troca de prosseguir com um contrato.

Porém, mesmo quando o indivíduo é corrompido, ele também pode exercer um papel ativo na negociata. Exemplo: ao analisar os contratos de fornecedores, o colaborador entra em contato com uma das organizações e oferece a quantia em troca de fechar a negociação.

Corrupção necessária

Imagine só a seguinte situação: uma instituição bancária pública precisa realizar um processo de licitação para fechar contrato com qualquer tipo de fornecedor. Porém, existe um contrato em específico que precisa ser fechado com urgência. Afinal, alguns setores seriam prejudicados se houvesse todos os trâmites de uma licitação. Nesse sentido, a área responsável opta por agilizar essas etapas e burlar burocracias para contratar a equipe.

Trata-se da corrupção necessária. Ou seja, ao final do processo, contratar um fornecedor é permitido pela lei. Porém, o modo como o time agiu para que houvesse essa contratação foi por meio ilícito.

Corrupção preditiva

A corrupção preditiva ocorre especificamente em setores públicos, mas o agente corruptor pode ser de uma organização. Exemplo: um profissional de sua empresa se envolve com um grupo econômico que tenha interesses específicos, principalmente voltado a um candidato. São os chamados lobistas.

Nesse sentido, o candidato recebe apoio econômico em troca de vantagens quando for eleito, de modo que atenda aos principais interesses da empresa.

Se esse tipo de operação for deflagrado, os riscos de prejudicar a imagem do negócio são altos, além de ser uma demanda de gerenciamento de crise que provocará perdas financeiras para o negócio.

Corrupção lateral

Quando a corrupção lateral é voltada para a esfera pública, ela ocorre quando um político cria bancadas para que possa conseguir a quantidade de votos necessária para o projeto de seu interesse.

Porém, esse tipo de corrupção pode ser aplicado diretamente para a realidade de seu negócio. Se houver um conselho administrativo com decisões importantes, por exemplo, um profissional em específico pode conseguir votos necessários para que determinado projeto seja barrado ou dê prosseguimento, sem que isso necessariamente traga ganhos reais para o negócio.

O que é fraude?

A fraude ocorre quando alguém utiliza meios ilícitos para enganar terceiros e aplicar golpes na praça como, por exemplo, realizar compras online e movimentações financeiras, utilizando documentos roubados e/ou falsificados. 

Fraude de identidade

Um tipo bastante frequente é a fraude de identidade. Com esta tática, o fraudador cria a chamada identidade sintética, com dados falsos e verdadeiros. A conduta ilegal também abrange a falsificação de documentos e o roubo das credenciais de acesso a plataformas digitais (nome de usuário e senha) para realizar transações, passando-se pela pessoa que é a legítima titular da conta. O vazamento de dados cadastrados em diversas plataformas digitais é outro problema grave que possibilita a criação de identidades falsas. 

No ambiente virtual, as fraudes de identidade mais usuais são:

  • Fraude do cartão de crédito;
  • Fraude do CPF;
  • Controle de compras do usuário;
  • SQL Injection;
  • Foto da foto para tentar enganar o leitor biométrico.

Segundo levantamento realizado pela Unico, ocorreram cerca de 5 mil tentativas de fraude de identidade por hora, no Brasil, no primeiro semestre de 2022. O resultado é 30% superior à quantidade de casos registrada de janeiro a junho de 2021.  

A fraude de identidade, quando não detectada a tempo, abre caminho para a prática de várias transações, tais como:

  • Compras online de produtos e serviços;
  • Pagamentos com dados de terceiros;
  • Emissão de cartões de crédito;
  • Aberturas de contas digitais;
  • Obtenção de empréstimo e financiamento;
  • Transferência de dinheiro;
  • Abertura de empresas;
  • Envio de boletos falsos;
  • Interceptação de mercadorias;
  • Entre outras operações. 

O “Relatório do Custo de uma Violação de Dados 2021”, elaborado pela IBM Security, cerca de 52% das ocorrências de vazamento de dados resultaram de práticas ilícitas. O restante (48%) decorreu em consequência de problemas nos sistemas das empresas e/ou falha humana. 

Um estudo sobre fraude de identidade no Brasil, desenvolvido pela empresa Sumsub, sediada na Inglaterra, indicou que aproximadamente 80% dessas condutas ilícitas ocorreram no momento da verificação. Comprovantes de endereços fraudados representam 15% dos casos. O restante (5%) das tentativas de fraudes de identidade refere-se ao uso de máscaras e vídeos para burlar a captura da selfie e/ou realização da prova de vida.

Corrupção x fraude

Tanto a corrupção quanto a fraude geram prejuízos aos negócios. A diferença é que a corrupção tem como atores o corruptor, o corrompido e outras pessoas coniventes com a prática ilícita e a fraude, em diversas situações, pode ser praticada por uma pessoa, que age de má fé para obter alguma vantagem para si própria. É o caso de quem aplica a fraude de identidade contra as empresas do e-commerce, setores bancário e financeiro, telecomunicação, prestadores de serviços, entre outros segmentos. 

Como prevenir e combater os tipos de corrupção e fraudes?

Um caminho para se ver livre desse tipo de problema é usar a tecnologia a favor dos negócios. Com uma plataforma antifraude a empresa aumenta o nível de segurança em processos internos e otimiza a relação com seus clientes. 

O Unico Check, por exemplo, é uma solução antifraude que integra várias tecnologias para realizar a validação e autenticação da identidade de usuários, bem como a verificação de diversos tipos de documentos. Trata-se de uma plataforma antifraude, altamente eficaz e assertiva, focada em biometria facial, aplicada ao processo de cadastro do usuário e processos transacionais. 

Somente no primeiro semestre deste ano, foi possível identificar cerca de 2,1 milhões de tentativas de fraudes de identidade contra empresas que utilizam a solução Unico Check. A ação evitou o prejuízo global de aproximadamente R$ 59 bilhões.  

A plataforma antifraude da Unico possui diversas funcionalidades e um mix de tecnologias para realizar:

  • Tecnologia de prova de vida ativa (SmartLive + SDK) para comprovar que a pessoa está realmente “ao vivo” na hora de realizar a selfie para o reconhecimento facial;
  • Tecnologia de biometria facial que valida a identidade do cliente no cadastro (Score de Autenticação) e autentica  nos processos recorrentes (Token Biométrico);
  • Comparação de documentos que utiliza diversas tecnologias (tipificação, OCR, CPFmatch e Facematch) para verificar os dados cadastrais e compará-los à selfie;
  • Entre outras funcionalidades. 

Para saber mais sobre como o Unico Check pode ajudar a prevenir e combater as tentativas de corrupção e fraudes de identidade na sua empresa, acesse nosso site  para obter mais informações.

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