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Inclusão de PCD: 4 dicas de como o RH pode incluir PCDs nas empresas

Camila Silva
  • 25 de agosto de 2021
  • 5 min de leitura
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Investir em diversidade nas empresas deve ser uma prioridade de grande parte das organizações. Afinal, além de promover maior igualdade para pessoas de diferentes narrativas, o seu negócio tende a usufruir de mais inovação, maior pluralidade nos debates e de uma redução significativa de conflitos. Quando falamos de diversidade, não podemos deixar de lado a inclusão de PCD.

Por essa razão, elaboramos este material para que você entenda a importância de apostar na diversidade das organizações, qual é o panorama no nosso país, além de dicas para trazer mais PCDs para a sua equipe de modo que eles se sintam incluídos no dia a dia do time e na realidade de seu negócio. Continue a leitura e saiba mais!

Qual a importância da diversidade nas organizações?

Um estudo realizado pela Harvard Business destacou que empresas que investem em um ambiente mais diverso contam com colaboradores até 17% mais engajados e que se propõem a entregarem demandas que vão além de suas responsabilidades (se comparadas com organizações que não se preocupam com o tema).

O estudo Diversity Matters, elaborado pela consultoria McKinsey, apontou ainda que quando há diversidade nas empresas, há 14% mais chances de superar as performances de seus concorrentes, além de 93% de maior probabilidade de obter um desempenho superior acima das empresas que atuam em nichos de mercado parecidos com o dela.

Qual a realidade do Brasil quanto ao investimento em diversidade?

Porém, apesar de números comprovarem as transformações positivas ocasionadas por uma empresa diversa, a realidade de nosso país traz um panorama que precisa de melhorias. O estudo “A Diversidade e a Inclusão nas Organizações no Brasil”, elaborado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, demonstrou que há recorrência de posturas preconceituosas no dia a dia das empresas.

Das 269 pessoas que participaram, 40% relataram que já presenciaram algum tipo de discriminação no trabalho devido à identidade ou expressão de gênero. Além disso, 35% delas vivenciaram discriminação por idade e 30% por etnia.

Apesar de esse número ser um pouco preocupante, o mesmo estudo demonstrou um ponto positivo nas empresas entrevistadas. Das 124 respondentes, 57% afirmaram que já existem iniciativas e programas de diversidade e inclusão, principalmente nos últimos anos.

Quanto às pessoas com deficiência, tema de nosso artigo, foi a minoria que mais se destacou nas iniciativas, estando presente em 96% das organizações participantes. Identidade de gênero estava em 83%, cor e etnia em 78%, orientação sexual em 74% completam a lista das outras narrativas contempladas.

O que diz a lei sobre a inclusão de PCD nas empresas?

A lei 8213/1999, além do decreto 3298/1999 traz alguns pareceres sobre a inclusão de PCD nas organizações. De acordo com a legislação, as empresas obrigatoriamente precisam contratar pessoas com deficiência de acordo com o seu crescimento, seguindo a proporção mencionada:

  • de 101 a 200 colaboradores — 2% do número de funcionários;
  • de 201 a 500 colaboradores — 3% do número de funcionários;
  • de 501 a 1000 colaboradores — 4% do número de funcionários;
  • acima de 1000 colaboradores — 5% do número de funcionários.

Quais alterações devem ocorrer no processo seletivo?

Antes de implementar qualquer estratégia em seu negócio para a inclusão de PCD na empresa, existe a necessidade de fazer um bom planejamento e realizar alterações no processo seletivo para que nenhuma pessoa se sinta desqualificada devido à sua condição.

Além disso, o ideal é que as pessoas sejam colocadas em diferentes áreas, uma vez que, assim como em qualquer outro tipo de contratação, é importante analisar as habilidades e competências, avaliar o seu perfil e verificar quais são as vagas que mais se encaixam com aquela pessoa.

Nesse sentido, alguns pontos devem ser observados.

Adequação para a entrevista

A entrevista deve ser feita de forma igual para todos os candidatos. As mesmas perguntas já feitas devem ser mantidas, tanto para analisar competências técnicas quanto para avaliar o fit cultural da pessoa. Porém, devem ser feitas adequações em função da deficiência da pessoa. Se for um candidato surdo, por exemplo, é essencial que tenha um intérprete de libras.

Competências para a função

A empresa não pode enxergar essa estratégia como uma ação “para cobrir cotas”. Muito pelo contrário. Se for com esse pensamento, certamente o profissional não se sentirá incluso e pedirá desligamento com pouco tempo de organização, o que poderia ocasionar em traumas para a sua carreira.

Também é importante que todas as competências sejam analisadas para encontrar a pessoa que mais se encaixe com o perfil procurado.

Cuidado ao exigir experiências anteriores

Apesar de as entrevistas precisarem seguir o mesmo ritmo já criado e implementado pela empresa, é preciso ter um cuidado especial ao exigir experiências anteriores. Estamos tratando sobre inclusão de pessoas nas organizações. Dessa forma, precisamos levar em consideração que muitos ainda não tiveram oportunidade do primeiro emprego — muitas exigências acabam fazendo com que o processo não seja, de fato, inclusivo.

Como promover a inclusão de PCD?

Agora que você já sabe a importância da diversidade nas empresas e conhece alguns dados que trazem sobre o panorama da realidade de nosso país, chegou o momento de entendermos como é possível promover a inclusão de PCD em sua empresa. Veja!

1. Faça um censo da sua empresa

O primeiro passo é a necessidade de sua empresa realizar um censo. Ao investir na inclusão de qualquer narrativa, é importante entender quais já foram as estratégias adotadas até então, quantas pessoas com deficiência já pertencem em seu quadro de colaboradores, entre outras atividades.

Essa prática é positiva até mesmo para coletar feedbacks de pessoas que já passaram por essa experiência do processo seletivo: entender o que pode ser aperfeiçoado, quais foram os pontos positivos e o que levar em consideração no momento da contratação.

2. Promova treinamentos em diferentes setores

Antes, precisamos entender a diferença existente entre diversidade e inclusão. Ao contratar pessoas com deficiência, você contará com uma equipe diversa. Porém, ela só será inclusiva se o colaborador se sentir respeitado pelos demais colegas de trabalho, se ele tiver as mesmas oportunidades de crescimento, além de haver a necessidade de a organização se adaptar para a realidade daquele funcionário (ferramentas que permitam a leitura para pessoas cegas, por exemplo).

Para que não haja nenhum tipo de comentário discriminatório e que a equipe como um todo esteja por dentro das diferentes narrativas, é importante promover treinamentos contínuos em sua organização. Uma boa ideia é realizar rodas de conversa periódicas, com a presença de todo o time para escutar profissionais de diferentes vivências e locais, trazendo suas perspectivas em relação ao mercado de trabalho.

3. Faça um mapeamento de acessibilidade

Também é importante que a sua empresa faça um mapeamento de acessibilidade. Dessa forma, vai haver a possibilidade de entender o que diz a Norma Técnica Brasileira 9050, cujos principais tópicos são:

  • mudanças arquitetônicas — identificar quais são as barreiras ambientais físicas existentes;
  • atitudinal — verificar se existe preconceito, discriminações ou estereótipos;
  • comunicacional — se existe algum tipo de barreira de comunicação entre as pessoas de um time;
  • metodológica — se há algum tipo de barreira nos métodos e nas técnicas de trabalho utilizadas pela equipe;
  • instrumental — caso existe barreiras nas ferramentas de trabalho e nos instrumentos utilizados (como mencionamos a questão das soluções necessárias para a tecnologia do dia a dia);
  • programática — barreiras nas políticas da própria empresa.

4. Divulgue internamente o programa de inclusão

Por fim, é importante que todo o time tenha conhecimento sobre o programa de inclusão adotado pela organização. Nesse sentido, divulgue para as áreas, explique quais são as ações escolhidas pelo time e os próximos passos que serão realizados, tanto para PCDs quanto para pessoas de diferentes narrativas.

Neste conteúdo, você pôde entender sobre a importância da diversidade nas empresas, dicas para a inclusão de PCDs, além de conferir como é possível mudar algumas estratégias na empresa para trazer pessoas de vivências distintas para as equipes. Além de tudo o que mencionamos, contar com um bom planejamento é essencial para garantir que todas as ações sejam executadas e para aperfeiçoar os próximos nas próximas contratações.

Se você deseja conhecer alguns outros dados sobre diversidade, continue no blog e acompanhe um outro conteúdo que produzimos sobre o tema.

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