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Saúde e telemedicina: os avanços e novos desafios do setor

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Camila Silva
  • 19 de janeiro de 2021
  • 7 min de leitura
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A saúde no século XXI

A cultura digital é uma realidade do nosso cotidiano, influenciando nossas ações e atividades sociais, culturais, econômicas e políticas. Da mesma forma, também impactou as questões vinculadas à saúde e como lidamos com esse tema ao longo de nossas vidas.

O campo da saúde sempre esteve fortemente vinculado aos avanços das tecnologias. Por meio destas, as pessoas puderam ter uma qualidade de vida melhor ao contarem, ao longo dos anos, com recursos tecnológicos sofisticados de prevenção e tratamento de doenças, sejam físicas ou psicológicas.

Com as possibilidades trazidas pelas tecnologias de informação e comunicação nos últimos anos, o campo da saúde se viu de frente à mais uma possibilidade para potencializar suas ações na sociedade, a partir dos ambientes virtuais, que é o caso da Telemedicina. 

Essa nova perspectiva ou prática da medicina tem ganhado espaço cada vez mais, reconhecida por suas possibilidades de promover integração, cooperação e acessibilidade.

O que é?

Muitas definições são encontradas para o que seja Telemedicina, algumas inclusive contradizendo outras. 

De todo modo, podemos entender a Telemedicina como a forma de se referir às práticas de cuidado com a saúde — profissionais como os médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, agentes comunitários de saúde, e várias outras desse universo — realizadas à distância, em ambientes virtuais. A noção de medicina aqui agrega todas as categorias de profissionais da saúde, respeitando obviamente seus níveis de especialidade e de atendimento que podem prestar.

Essa definição inicial talvez pareça muito simplória ou básica, mas as práticas e seus desdobramentos são complexos e com potenciais positivos e diversos às pessoas.

A telemedicina é um recurso riquíssimo que agrega muito às pessoas pelas formas que proporciona a lidar com o universo da saúde, tanto os pacientes, quanto os próprios profissionais da saúde. 

Desta forma, a prática de saúde pela telemedicina oportuniza a assistência aos profissionais da saúde e aos pacientes, promove viabilizam um acompanhamento maior dos segundos pelos primeiros, a emissão e compartilhamento de laudos médicos, a realização de diagnósticos à distância, o recebimento de resultados de exames, os pacientes podem tirar dúvidas quanto aos seus medicamentos, entre outras possibilidades, tudo de forma virtual e eficiente.

Os ambientes virtuais onde ocorrem as práticas de medicina podem ser acessados através de aplicativos em celulares, computadores, notebooks, tablets, e qualquer outro dispositivo eletrônico que suporte uma conexão com a internet. Assim, por apresentar tamanha praticidade, as práticas de telemedicina são cada vez mais atuais e necessárias na sociedade contemporânea.

A telemedicina no Brasil

A origem da telemedicina no mundo e a chegada no Brasil. A origem da Telemedicina foi em Israel, e se tornou uma prática comum e com aplicações diversas em países desenvolvidos da Europa e da América do Norte.

No Brasil, a telemedicina foi desenvolvida no início da década de 1990, acompanhada da expansão da internet no país. De acordo com o portal Brasil Telemedicina, um pouco antes, em 1985, já surgiu uma disciplina ofertada na Faculdade de Medicina da USP, denominada Informática Médica, para pensar as aplicações dos dispositivos eletrônicos e dos recursos digitais na área da saúde.

Em 2002, temos a fundação da Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABTms), proposta para se discutir esses temas, ao passo de congregar os diferentes profissionais, da saúde ou de outros campos, interessados em suas questões, como o levantamento de recursos, a criação de soluções, entre outros. 

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o Conselho Federal de Medicina publicaram uma pesquisa neste ano, 2020, intitulada “Demografia Médica no Brasil 2020”. Dentre os vários dados apresentados na pesquisa, há aqueles referentes à distribuição de médicos pelo país (p.48-49). 

A despeito das diferenças populacionais, os gráficos demonstram uma disparidade entre as regiões e cidades que ainda é muito grande quando comparamos, por exemplo, o número de médicos na região norte em relação ao da região sudeste.

Deste modo, os dados da referida pesquisa demonstram a necessidade da criação de soluções de telemedicina que permitam contornar as diferenças geográficas, relacionando médicos, e profissionais de saúde, das diferentes partes do país com pacientes, independente das localizações físicas.

Na situação atual de pandemia desencadeada pelo novo coronavírus, as soluções de telemedicina se mostraram ainda mais necessárias. A necessidade do distanciamento social e o desconhecimento quanto às medidas de prevenção, diminui o número de pessoas que buscam os serviços de saúde, públicos ou privados. Assim, a telemedicina se tornou um meio interessante, pois, permitiu às pessoas buscarem atendimento médico e realizarem suas consultas de forma remota.

Muitos centros de saúde (hospitais, laboratórios, clínicas, etc.) já adotam hoje a telemedicina. Em seus endereços eletrônicos, podem ser encontradas informações de instruções aos profissionais da saúde e os pacientes, as etapas de atendimento que devem ser seguidas, a ética nas relações profissional x paciente, a confirmação dos relatos dos pacientes, de modo a evitar dúvidas ou mal-entendidos, entre outras recomendações.

Portanto, mais que um movimento que vem e passa, a telemedicina é uma prática que veio para ficar, tem se mostrado extremamente útil às necessidades das pessoas, e a longo prazo, pode ser utilizada para evitar aglomerações em ambientes de saúde, servir de prevenção, e realizar os atendimentos.

A Telemedicina e o Atendimento presencial

Necessário destacar que a telemedicina não é uma proposta de rivalidade frente aos atendimentos presenciais, mas uma aliada.

A telemedicina é uma forma de avaliar a necessidade de o paciente precisar ir presencialmente a um centro de saúde, ou se o problema em questão pode ser resolvido remotamente. Nesse sentido, exige-se do profissional da saúde a atenção quanto aos modos de conduzir a teleconsulta, e definir o quão qualificado ou assertivo o atendimento está sendo ao paciente.

A telemedicina é uma aliada também para prosseguir a um atendimento presencial. Após esta consulta, o paciente pode recorrer às teleconsultas, para tirar dúvidas que possam aparecer, por exemplo, sobre os medicamentos administrados, realizar um acompanhamento do seu estado com um profissional da saúde, receber lembretes de suas próximas consultas, entre outros usos. Assim, a telemedicina é uma aliada às formas tradicionais de atendimento presencial, e vê-las como rivais representa um atraso em lidar com o tema saúde.

As possibilidades da Telemedicina

  • Aproximação entre pacientes e especialistas

A telemedicina possibilita a aproximação de profissionais e pacientes que antes não teriam esse contato, seja por questões econômicas ou geográficas, ou por outro motivo. Como as consultas se dão virtualmente, as pessoas podem consultar com diferentes especialistas, cujas perspectivas contribuam para diagnósticos e tratamentos com maior riqueza e assertividade.

Desta forma, as práticas de telemedicina possibilitam a pessoas que antes não teriam acesso a centros de saúde em contato com profissionais da saúde de forma remota. Conforme os recursos tecnológicos utilizados, promovem uma experiência positiva, descomplicada e devidamente estruturada, para ambas as partes, sem perder a qualidade necessária aos atendimentos e acompanhamentos.

As teleconsultas permitem o monitoramento de um quadro clínico, sem qualquer desgaste de locomoção. A importância disso poderia ser menosprezada, quando se pensa em situações nas quais o deslocamento é menor, com menos de 1 hora de distância, em que o desgaste não seria tão grande. Todavia, de forma muito comum, há casos em que o centro de saúde mais próximo é em uma cidade vizinha, exigindo viagens de até dias. 

Também, a presença de especialistas, conforme o caso, pode estar restrita a estados do país diferentes ao do lugar onde o paciente vive, e a logística do deslocamento é mais complexa e desgastante ainda. 

Nestas situações, a distância pode ser um obstáculo para uma pessoa acessar um serviço de saúde, e a telemedicina contribui para a superação desse problema.

Muito se fala que a telemedicina, por se dar sem o contato presencial, levaria à desumanização do atendimento, ou o afastamento entre paciente e profissionais pela automatização dos processos. Todavia, a situação é completamente contrária, podendo inclusive tornar o atendimento mais humanizado e afetivo. Isso se dá porque os pacientes podem ser acompanhados com maior frequência e regularidade, em intervalos maiores de horário, logo, ele se sente mais aproximado e sendo mais cuidado por essa atenção quase imediata.

  • O trabalho cooperativo

As teleconsultas viabilizam a formação automatizada do histórico do paciente, que fica armazenado em bases de dados online, assim como o gerenciamento dessas informações. 

Respeitando todas as questões éticas de sigilo e das relações paciente x profissional de saúde, as informações textuais e imagéticas referentes a um caso podem ser compartilhadas entre diferentes profissionais, dada a necessidade de um trabalho cooperativo.

Deste modo, a telemedicina favorece a integração simultânea entre os profissionais, de diferentes partes do país, formando equipes entre os especialistas, ao ponto de assegurar mais ainda a assertividade das análises e dos resultados fornecidos aos pacientes.

  • Promover a prevenção e o bem-estar

Por serviços de telemedicina, as pessoas podem obter dicas e informações para um estilo de vida mais saudável. Nesse sentido, relacionadas, por exemplo, à alimentação, às práticas esportivas, ao lazer e meditação, às formas de evitar ou trabalhar os estresses e ansiedades, às formas tradicionais e alternativas de medicina, etc.

Assim, várias informações autênticas e de qualidade podem ser fornecidas às pessoas, além de possibilidades de práticas que elas possam realizar sozinhas em casa, que contribuam na prevenção. A importância da prevenção é que o campo da saúde não se restringe apenas ao diagnóstico e tratamento posterior de doenças, mas envolve também esse momento anterior.

  • A formação continuada dos profissionais da saúde

A Teleducação é um ramo da Telemedicina que se volta às soluções de formação aos profissionais da saúde. Constitui-se, portanto, como proposta de educação continuada por videoconferências, videoaulas, cursos de educação à distância, para complementar a formação ou atualizar o profissional.

A biometria facial como possibilidade a Telemedicina

Pelas explicações desenvolvidas neste texto, podemos compreender a telemedicina não apenas como uma proposta futurista e distante, mas uma realidade dos dias de hoje, a qual tende a crescer exponencialmente. A questão que surge é como se adaptar a ela, ou seja, como inserir e aprimorar a experiência das pessoas na telemedicina.

A partir disso, o que propomos aqui é apresentar a biometria facial como um método eficaz para as transações realizadas no universo da saúde, e o unico | check enquanto solução que utiliza esse método em diversas aplicações. Deste modo, a unico recorre a recursos tecnológicos sofisticados, para potencializar a segurança, praticidade e assertividade das análises.

As características da face das pessoas, como o contorno e profundidade do rosto, a íris e a retina, a distância entre os elementos do rosto, e outros, são tomados na análise biométrica, que por serem únicas a cada indivíduo reduzem significativamente as fraudes em solicitações. 

Ao ser realizada a leitura facial de uma pessoa, ela é relacionada com o seu histórico médico, e em caso de correspondência afirmativa, as solicitações realizadas são autenticadas. 

Como exemplo, uma pessoa que precisa acessar seu histórico médico ou solicitar a cópia de algum documento, irá necessitar apresentar sua face em um aplicativo de câmera, e terá sua solicitação confirmada. Desse modo, inviabiliza que terceiros tenham a possibilidade de realizar essas solicitações sem o seu consentimento.

Para além dessa aplicação mais restrita ao atendimento médico, as soluções de biometria facial da unico possuem uma gama de aplicações. Embora sejam muito comuns as de ordem financeira, essas soluções podem ser desenvolvidas em qualquer âmbito no qual seja necessário relacionar uma pessoa a um conjunto de dados de toda ordem, para confirmar ou autenticar um processo, sendo a biometria facial o método de realizar conferência.

O unico | check aperfeiçoa as aplicações biométricas faciais com ferramentas que economizam o tempo dos solicitantes, os pacientes, e dos profissionais de saúde que precisam acessar e, a depender do caso, compartilhar os dados dos pacientes, para propiciar um atendimento mais eficaz e assertivo, já que terá em mãos um histórico completo, digital e de acesso rápido.

Como dito, diversas aplicações podem ser desenvolvidas a partir do unico | check, que podem inclusive ir além das mencionadas aqui. Caso queira saber mais a respeito da proposta, clique em unico | check e converse com a nossa equipe para encontrar a melhor solução ao seu empreendimento.

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