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Qual a diferença entre Face Match, Transacional e Onboarding?

Camila Silva
  • 8 de dezembro de 2021
  • 6 min de leitura
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Um estudo sobre fraude realizado pela Javelin Strategy & Research em 2019 revelou que mesmo com uma queda no número de vítimas de fraude, os prejuízos financeiros dobraram se comparado com os últimos dois períodos. Isso significa que as fraudes estão se tornando mais danosas para as empresas. 

Além das perdas financeiras, há ainda a necessidade de contornar uma crise de imagem, uma vez que as pessoas tendem a ficar mais desconfiadas e podem até mesmo romper contratos. Todo esse contexto levou ao desenvolvimento de sistemas de prevenção de fraudes, principalmente a partir de tecnologias como a biometria facial

Quando falamos em sistema antifraude por biometria facial, existem alguns termos que diferenciam sua utilização, como por exemplo: face match, transacional e onboarding.

Quer entender melhor o significado desses termos e quais as diferenças entre eles? Continue a leitura e descubra:

O que é o Face Match?

Primeiro, é importante entendermos o que é o Face Match. Trata-se de um recurso baseado na tecnologia de reconhecimento facial que utiliza algoritmos de inteligência de máquina para identificar as características de um rosto a partir de uma foto. 

Se você já fez uma conta em um banco digital, por exemplo, provavelmente teve que fotografar o seu documento de identidade e logo depois tirar uma selfie. O Face Match realiza uma análise de dados comparativa da face do usuário presente no documento e na selfie, que acontece a partir do registro das informações biométricas da pessoa – como a espessura dos lábios, largura do nariz, entre outros aspectos. 

Em seguida, é feita uma comparação entre a selfie e a foto presente no documento, para verificar se são, de fato, a mesma pessoa.

O Face Match na prevenção de fraude

O Face Match é uma boa opção de tecnologia antifraude, mas não pode ser utilizada de forma isolada. Caso contrário, os riscos de ocorrerem falhas aumentam consideravelmente. 

Isso ocorre porque podem haver erros na captura da foto do documento (por causa do plástico, por exemplo). As fotos do documento podem ser muito antigas também, dificultando a comparação com a selfie mais recente. 

Tudo isso reduz a acurácia da autenticação de identidade, levando a possíveis problemas caso:

  • A tecnologia conclua que o documento é de fato daquela pessoa, quando na verdade se trata de uma fraude;
  • A tecnologia conclua que o documento não é de quem tirou a selfie, quando, na verdade, ele pertence à pessoa. Isso gera frustrações e prejudica a experiência do cliente.

Então, para resumir, não é indicado utilizar a solução do Face Match de forma isolada para a prevenção de fraudes, uma vez que existem gaps que devem ser preenchidos. 

Nesse sentido, o mais indicado é contar com uma ferramenta robusta de reconhecimento facial, que além do Face Match inclua outras soluções. Antes, porém, precisamos entender a diferença entre face match, onboarding e transacional. A seguir, a gente explica sobre eles.

O que é Onboarding?

O onboarding está relacionado ao cadastro de novos usuários, seja em aplicativos, sites ou plataformas, utilizando a análise 1:N para fazer a autenticação de identidade. 

Nesse caso, é feita uma comparação entre a imagem da pessoa e diversas outras imagens em um banco de dados (por isso é uma análise 1 para N, ou 1 para muitos), realizando uma comparação entre as identidades do banco para verificar qual delas mais se assemelha à imagem do cliente.

Vale destacar então que quanto mais robusta, completa e autenticada for essa base de dados, mais assertiva será a confirmação de que a pessoa é realmente quem diz ser.

O que é Transacional?

O transacional envolve todas as transações que podem ser realizadas utilizando a face do cliente como forma de autenticar sua identidade e validar a transação. Além de pagamentos com a face, podem ser feitas também mudanças de cadastros, trocas de senha, atualização de dispositivos (para caso uma pessoa troque de celular, por exemplo, e queira validar a transição de dados para o novo aparelho), entre outras possibilidades.

O transacional utiliza dois tipos de classificação, que são o 1:1 e o 1:N. Vamos mostrar em detalhes o significado e as diferenças entre elas.

Classificação 1:1

Na análise 1:1 (lê-se 1 para 1), haverá uma verificação. Nessa classificação, a ferramenta tem como objetivo utilizar uma identidade única já conhecida para comparar com a imagem recebida, buscando reconhecer se são correspondentes. Ou seja, uma vez que a empresa já fez uma validação prévia da pessoa, será feita uma segunda validação de confirmação com base no que já se conhece dele.

Classificação 1:N 

Na análise 1:N (lê-se 1 para N), a imagem passa a ser comparada com outras bases distintas, de pessoas e de fontes diversas, com o objetivo de determinar entre as identidades comparadas qual possui maior grau de similaridade com a imagem recebida.

Qual a diferença entre 1:1, 1:N e N:N?

Apesar de não ser utilizada no transacional, vale destacar aqui que existe também a classificação N:N (lê-se N para N). Nesse caso, haverá a identificação de várias faces diferentes em uma mesma imagem de input.

Por que uma solução antifraude robusta requer Face Match, Transacional e Onboarding?

Se utilizar o Face Match de forma isolada não é o mais indicado, é preciso buscar por soluções que realmente tragam segurança para sua empresa. Por essa razão, o ideal é investir em tecnologias mais robustas de reconhecimento facial, como o unico | check. A seguir, confira os principais benefícios de uma solução como essa.

Traz mais credibilidade para a empresa

Frequentemente, somos surpreendidos com grandes empresas que tiveram seus dados vazados. Além de isso poder trazer prejuízos judiciais, financeiros e reputacionais com o pagamento de multas (devido à LGPD), há uma perda de credibilidade da organização.

Se coloque no lugar do usuário: você, enquanto cliente, continuaria confiando em uma organização que expôs as suas informações privadas? Certamente a resposta é negativa. Isso aumenta os riscos de o seu negócio perder contratos e oportunidades, o que reduz seu diferencial competitivo.

Melhora a experiência do usuário

Empresas que se preocupam com um crescimento sustentável não querem apenas trazer mais clientes para a sua base. Elas sabem também que é preciso investir na experiência do usuário, uma vez que essa estratégia retém o seu público e ainda contribui para que as pessoas se tornem propagadoras de sua marca — contribuindo significativamente para o marketing boca a boca, quando as próprias pessoas indicam seus produtos e serviços.

No caso da tecnologia de reconhecimento facial, você sabe por que ela permite uma melhor experiência do usuário? Simplesmente por otimizar os processos de cadastro e login nas plataformas digitais, tornando as operações mais ágeis e seguras.

Permite até mesmo mais praticidade para as instituições bancárias. Em uma análise de crédito, por exemplo, haverá redução no tempo de aprovação para aquela pessoa, o que torna a etapa de cadastro do novo cliente muito mais simples.

Precisão e segurança na autenticação

A ferramenta de reconhecimento facial é extremamente precisa, com treinamentos algoritmos contínuos para trazer ainda mais segurança para qualquer tipo de transação realizada. 

Dessa forma, as chances de uma pessoa sósia conseguir se passar por outro usuário são cada vez mais ínfimas, visto que a ferramenta identifica características específicas de cada indivíduo, tais como:

  • largura do nariz;
  • profundidade dos olhos;
  • distância entre os olhos;
  • entre outros.

Fácil implementação

Normalmente, as empresas têm receio de implementar uma nova ferramenta pela possível dificuldade em seus passos iniciais, tanto para a adaptação de profissionais quanto para que os clientes entendam as modificações feitas. Em um contexto que se utiliza o reconhecimento facial, a configuração é feita de forma simples, não havendo a necessidade de gastar muito tempo dos colaboradores.

Além disso, para o usuário, é muito fácil a sua utilização. Se houver a necessidade de se cadastrar em um aplicativo, por exemplo, a solução vai orientá-lo sobre as fotos necessárias. Com um dispositivo simples, a pessoa faz a selfie conforme as dicas do app, o que torna o processo muito mais prático.

Automatização de processos

Os diferenciais da automatização de processos em uma empresa são muitos. Por meio dela, seu negócio pode usufruir de:

  • aumento da produtividade de todo o time;
  • redução de custos;
  • ampliação da segurança;
  • oportunidade de realizar o monitoramento remoto de diversas frentes da empresa;
  • maior agilidade, conveniência e velocidade nos processos.

A partir do reconhecimento facial, muitos dos procedimentos da sua empresa podem ser feitos automaticamente no sistema. Consequentemente, a necessidade de uma intervenção humana no processo como um todo se reduz, o que é um grande diferencial para seu negócio.

Outros diferenciais

Além de todos os pontos que mencionamos, destaca-se ainda a experiência de compra positiva, maior performance dos diferentes canais da empresa, menor custo operacional para a empresa, bem como a efetividade na avaliação de cadastros (ou em uma análise de crédito).

Como a tecnologia de reconhecimento facial funciona?

Com todos esses diferenciais usufruídos por uma empresa que adota a tecnologia de reconhecimento facial, certamente bateu a curiosidade para entender como ela funciona, não é verdade? Em resumo, as etapas são as seguintes:

  1. A partir de uma câmera do dispositivo do usuário (de qualquer marca), haverá a captura do rosto da pessoa. A experiência é simples, rápida e fluida, pois para o usuário ele estará apenas tirando uma selfie;
  2. Depois que o registro é feito, a foto é encaminhado para o sistema;
  3. Em seguida, a ferramenta fará uma leitura detalhada do rosto da pessoa, levando em consideração os pontos nodais da face (como os exemplificados anteriormente);
  4. Essas informações são codificadas em uma sequência numérica digital;
  5. Com a sequência definida, a codificação é anexada ao cadastro da pessoa;
  6. Um banco de dados, então, arquiva essas informações;
  7. Por último,é formada uma identidade no sistema.

Nesse sentido, destaca-se que há dois objetivos principais da ferramenta:

  1. O primeiro, é a identificação, que determina a identidade da pessoa. 
  2. Depois, a autenticidade, que vai comparar dados biométricos com o modelo registrado.

Neste conteúdo, você pôde entender a diferença entre Face Match, Transacional e Onboarding, bem como as classificações 1:1, 1:N e N:N. 

Conforme vimos, utilizar somente a Face Match não é a opção mais segura, exigindo que seu negócio busque por outras ferramentas para trazer credibilidade e segurança aos seus usuários.

Por isso, convidamos você a conhecer a tecnologia do unico | check. Entre em contato com a gente, converse com nossos profissionais e entenda como a nossa solução pode contribuir para o dia a dia de sua empresa, trazendo mais segurança e produtividade para sua organização.

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