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IOT: o que é a internet das coisas e quais seus impactos

Camila Silva
  • 2 de fevereiro de 2021
  • 6 min de leitura

O que é a internet das coisas?

A Internet das Coisas se refere aos objetos utilizados em nosso cotidiano a partir de conexões sem fio, como por bluetooth, ou mais comum, por conexões de internet de wi-fi.

Nesse âmbito, a internet se torna um meio de nos comunicarmos com os objetos, conforme enviamos comandos a eles, em consideração aos modos que eles podem responder nossas necessidades e atividades diárias. De forma automatizada, os objetos, as ‘coisas’, transformam esses comandos em ações, de forma a realizar algum processo específico, se articularem a outros objetos e sistemas para qualificar mais a resposta enviada ao usuário, para que ao fim, aquela necessidade que desencadeou o processo possa ser respondida.

Desse modo, na internet das coisas, os objetos são interconectados promovendo novas experiências de criação e consumo de produtos e serviços.

O termo é de origem inglesa, Internet of Things (IoT), e sua criação é atribuída ao pesquisador britânico Kevin Ashton, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Ele afirma ter sido o primeiro a utilizar o termo em 1999, em um congresso onde realizou uma apresentação, e dez anos depois, ele recupera o termo o trazendo no título de seu artigo publicado na RFID Journal, That ‘Internet of Things’ Thing (em tradução literal, “Aquela coisa de ‘Internet das Coisas’”).

Nesse artigo, Kevin Ashton comenta serem muito importantes os dados e as informações, mas que suas relevâncias são percebidas conforme eles são aplicados cotidianamente a partir das coisas: “O problema é que as pessoas têm tempo, atenção e precisão limitados — tudo isso significa que elas não são muito boas em capturar dados sobre as coisas do mundo real”, comenta Ashton.

Com a infinidade de possibilidades da internet das coisas, e pela praticidade e otimização que traz às atividades humanas, ela tem chamado a atenção de diferentes setores da sociedade, se apresentando como uma tendência que tende a crescer e se tornar mais comum em nosso dia-a-dia.

A internet das coisas faz parte de uma nova revolução tecnológica. De modo geral, essa nova fase da sociedade e do uso das tecnologias se caracteriza pela percepção de como os objetos da realidade podem ter dados atribuídos a eles, de modo a dar sentido e função a esses objetos, e ainda, potencializar as funções exercidas por eles. Assim, as tecnologias vinculadas à ciência de dados são as que se destacam atualmente, e tendem a se popularizar entre as pessoas e delinear cada vez mais a vida em sociedade, em contextos de trabalho, de entretenimento, entre outros. E nesse ponto, a internet das coisas se torna uma realidade de impactos significativos nas interações entre sociedade e ciência de dados.

E o que são as ‘coisas’ na internet das coisas?

As coisas podem ser quaisquer objetos que aceitem uma conexão com a internet, e a partir dela tem funções desempenhadas e ampliadas. Costumam também aceitar conexões com outros dispositivos, para aperfeiçoar suas funcionalidades.

As coisas podem ter limitações quanto aos tipos de conexões que aceitam, aos dados que armazenam e também aos modos de articulação com dados e objetos externos a eles.

As coisas na internet das coisas proporcionam maior praticidade e eficiência às atividades realizadas no cotidiano. De modo geral, ao relacionar diferentes dados e objetos, a internet das coisas intensifica e tende a estimular positivamente as experiências das pessoas com a realidade.

Dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e notebooks, podem ser utilizados para funcionar como meios de intermediação entre as pessoas e as coisas. Nesse sentido, um celular, por exemplo, se torna o meio de enviar informações, comandos, aos objetos.

Para além de dispositivos mais comuns como os celulares e os computadores, e o uso desses objetos como intermediadores, a ideia da Internet das Coisas é a de extrapolar esses meios tradicionais em aplicações junto a objetos jamais imaginados.

Uma das primeiras aplicações da internet das coisas foi a de estabelecer um modo de ligar uma torradeira a partir de um computador utilizando a frequência de ondas de rádio.

Isso já nos dá uma ideia de qual era, e que continua sendo, a proposta da internet das coisas. Esse desafio inicial talvez seja considerado uma aplicação simples quando pensamos nas dinâmicas da sociedade atual, mas já nos traz o pensamento por detrás da IoT e nos permite pensar como ela pode ser aplicada junto aos diferentes objetos que utilizamos no nosso cotidiano, de forma a facilitar nossas vidas e as atividades que precisamos realizar.

Aparelhos domésticos, eletroeletrônicos, meios de transportes, roupas, até o planejamento de casas e cidades, estas são algumas das “coisas” com aplicações desenvolvidas a partir da IoT, apresentando experiências diferenciadas e sofisticadas aos usuários, e traz o que antes era uma utopia futurista ao presente.

A internet das coisas: o futuro chegou!

A necessidade de utilizar as coisas a partir da internet tem se tornado inerente ao ser humano, em especial atualmente, em que estar conectado envolve quase todos os nossos afazeres do dia-a-dia.

A internet das coisas se desenvolve no espectro individual, ou seja, aplicações na vida de cada pessoa e nas atividades que ela realiza diariamente, e/ou no espectro coletivo, no que se refere aos processos em contextos públicos e sociais onde várias pessoas realizam atividades explicitamente de forma conjunta e sistemática.

Alguns exemplos do dia-a-dia podem nos ajudar a compreender melhor a internet das coisas e como ela pode trazer experiências positivas em nossas vidas, além de nos auxiliar a visualizá-la como uma verdadeira tendência de mercado:

– Uma pessoa utiliza seu celular e por uma conexão de wi-fi se conecta com os diferentes objetos de sua casa. Desse modo, ela pode acender a luz, ligar o ar-condicionado, o som, a televisão, trancar e destrancar portas, abrir e fechar cortinas, tudo isso com apenas alguns cliques em um aplicativo instalado em seu celular;

– No trânsito, carros com GPS podem indicar aos motoristas as rotas possíveis, os atrasos de chegada a destinos, os trechos da rota que apresentam engarrafamentos e/ou acidentes de trânsito. Neste sentido, os sistemas do carro se comunicam com os sistemas de monitoramento do trânsito das cidades, o que otimiza o planejamento dos motoristas, evitando estresses e desgastes tão comuns no trânsito e que contribuem a ocorrência de diversos acidentes;

– Nas atividades internas de uma empresa, a internet das coisas auxilia ao planejamento e à comunicação entre setores, no envio de dados de atividades, relacionando setores, e consequentemente promovendo maior eficiência na linha de produção. O gestor pode se informar sobre o funcionamento integral da empresa sem precisar se desgastar visitando setor por setor para isto, de modo a conhecer todo o funcionamento da empresa, de suas áreas críticas, e de toda a logística envolvida.

– No relacionamento com clientes, as empresas podem identificar os fluxos de compra, os horários de pico da clientela, os produtos e serviços mais comercializados, tudo de modo interconectado entre os dispositivos de transação de compra (caixas eletrônicos, máquinas de cartão de créditos, etc.) e as filmagens das câmeras de segurança;

– No planejamento das cidades, o acesso e uso de recursos hídricos, como na irrigação dos espaços públicos e no abastecimento da cidade, a iluminação da cidade, a sinalização das ruas e avenidas, cada qual constitui um subsistema e pela internet eles podem ser controlados e articulados, possibilitando um melhor gerenciamento e, logo, oferta qualificada dos serviços públicos.

A importância dos dados na internet das coisas: as tecnologias de biometria facial

Na internet das coisas, a gestão de dados — criação, armazenamento, disponibilização, uso e relacionamentos com outros dados e com as coisas do mundo — torna-se fundamental. As participações na IoT, tanto do ponto de vista das empresas que oferecem produtos, quanto do ponto de vista dos usuários que realizam o consumo, em ambas as situações há uma movimentação de dados, e em grande medida, são dados de ordem pessoal ou sensível.

A gestão dos dados torna possível seus usos na autorização de operações e transações, no mapeamento dos comportamentos de consumo, no aprimoramento de serviços e produtos, assim como no monitoramento de qualidade quanto às suas funcionalidades, e no estabelecimento de conexões entre dispositivos permitindo a criação de espaços inteligentes.

Portanto, no que se refere propriamente às empresas que participam nos mercados de IoT, os modos de utilizar os dados dos clientes e promover suas conexões pela internet com as coisas são de extrema importância.

Profissionais e empresas ligados a tecnologia e gestão da informação, como especialistas em TI, em segurança da informação, em marketing digital e e-commerce, bibliotecários e cientistas de dados, gestores de informação, analistas de sistemas, desenvolvedores e engenheiros de software, entre outros, são algumas das categorias profissionais que participam do mundo da internet das coisas e que trazem impactos significativos nas experiências dos clientes e como suas necessidades são respondidas a partir da IoT.

Nesse sentido, tal como qualquer tipo de mercado, as empresas do ramo da internet das coisas precisam se destacar frente à sua concorrência. Isso pode se dar a partir dos profissionais envolvidos nas operações, como aqueles mencionados antes, da diversidade dos produtos, da qualidade oferecida aos clientes em suas experiências de consumo, da forma que os dados dos clientes são gerenciados, da segurança e sofisticação que perpassam o uso dos produtos e as transações realizadas.

No que se refere a segurança, as aplicações tecnológicas de biometria facial têm mostrado serem recursos importantes nas interações das pessoas com a internet das coisas. As transações por autenticação biométrica facial se tornam mais práticas e mais rápidas, visto que, por exemplo, dispensam os usuários de memorização de senhas e códigos de acesso, de terem seus dados de acesso roubados ou clonados, pondo em risco sua própria segurança física, e principalmente do tempo gasto em atividades, considerando que um dos principais propósitos na internet das coisas é tornar tudo mais eficiente, conforme nos conectamos com os diferentes objetos de nosso cotidiano.

Na biometria facial, por um aplicativo de câmera, as características da face de uma pessoa são lidas — a distância entre olhos, boca e nariz, os contornos e profundidade da face, a leitura da íris e da retina, etc. — e o comando é enviado ao objeto de forma rápida, sem grandes desgastes ou complicações.

Nesse sentido, a proposta da unico é a de prover soluções de biometria facial, e a partir de uma gama de recursos tecnológicos sofisticados, permite análises rápidas, seguras, permitindo que em pouquíssimos segundos uma operação seja confirmada. Caso queira conhecer melhor nossa proposta, clique em unico | check e fale com a nossa equipe, para descobrir as diversas possibilidades que a unico pode oferecer a você e te ajudar conforme suas necessidades, para uma participação mais segura e eficiente no mundo da internet das coisas.

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