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Identidade digital: o que é e qual a relação com a LGPD e as IDTechs

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Camila Silva
  • 18 de junho de 2021
  • 7 min de leitura
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Descubra o que é identidade digital, entenda qual é a sua relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as IDTechs.

Os dados pessoais em nosso cotidiano

Quando alguém nasce, um dos meios de realizar sua identificação é pela certidão de nascimento. O documento reúne informações como o nome, o parentesco, a data e o local do nascimento da pessoa. Ainda que não a explique completamente, esse documento se torna um meio de identificá-la e dizer algo a seu respeito para os outros, considerando para isto, o seu contexto de nascimento.

O exemplo acima reflete uma forma tradicional utilizada em nossa sociedade de identificação das pessoas. Para além desse meio, há uma infinidade de tipos de informações que são produzidas e/ou atribuídas às pessoas, conforme sua vivência na sociedade, que possibilitam construir formas de identificá-las. 

Em outras palavras, ao longo de toda nossa vida, diferentes dados são produzidos e atribuídos a nós, e a depender da perspectiva de análise ou do propósito visado, somos passíveis de sermos identificados por eles.

Pelos dados que as pessoas produzem e compartilham é possível conhecer desde suas informações mais subjetivas, como as preferências, as personalidades e os hábitos, até aquelas mais objetivas, como os dados financeiros e bancários, de nascimento, ou de trajetória profissional.

Todos esses dados podem ser considerados como de ordem pessoal, tendo em vista que se referem à vida de uma pessoa, e em certa medida, podem ser considerados enquanto um conjunto de informações privadas. 

Na sociedade atual, as tecnologias modificaram profundamente os modos como nos relacionamos e experimentamos nosso cotidiano. A produção e o uso de dados pessoais em seus cotidianos tornaram-se um fenômeno complexo com impactos significativos em suas vidas. 

Com a inserção cada vez mais intensa da sociedade na cultura digital, os modos de lidar com esse fenômeno intensificaram o debate sobre os usos desses dados, que por vezes são produzidos inconscientemente pelas pessoas, da criação de mecanismos de proteção das pessoas que os produzem, e de como utilizar esses dados de modo seguro enquanto vantagem competitiva das empresas para sua sobrevivência no mercado.

Dessa maneira, os usos dos dados pessoais possuem implicações na vida das pessoas e como elas desenvolvem suas relações na sociedade. Considerando a relevância e a sensibilidade desses dados, e independente dos usos que serão efetivamente realizados, seu gerenciamento exige uma estrutura que permita assegurar parâmetros básicos de ética e segurança.

O que é identidade digital?

Em específico no âmbito digital, os dados que permitem identificar uma pessoa em um determinado ambiente permitem a construção de sua identidade digital. 

Em discussões mais recentes no Brasil, o termo identidade digital tem aparecido para se referir ao Documento Nacional de Identificação (DNI), no contexto do programa governamental iniciado em 2018 para a conversão de documentos para os meios digitais. Pela proposta, as pessoas poderiam reunir em uma identificação digital por aplicativo em dispositivos eletrônicos as informações de carteira de identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), título de eleitor, e as certidões de nascimento e de casamento.

Todavia, se considerarmos todas as possibilidades de tipos de dados pessoais, podemos compreender as identidades digitais em formas mais variadas do que essa aplicação governamental que é restrita aos documentos oficiais.

No mundo dos negócios, as identidades digitais se referem aos dados de uma pessoa que possibilitam identificá-la em uma empresa na condição de cliente, podendo, por exemplo, serem vinculados às suas informações bancárias, às suas preferências de consumo,e seus comportamentos enquanto consumidor.

Em seus cotidianos, consciente ou inconscientemente, as pessoas fornecem ou produzem dados pessoais às empresas que os utilizam para aprimorar produtos, prever comportamentos, identificar preferências, e outros. Ao seu turno, esse movimento de circulação de dados permite à empresa construir identidades digitais aos clientes e utilizá-las, por exemplo, para autorizar transações bancárias de solicitação de serviços e compras diversas.

De tal forma, os modos de coletar e gerenciar os dados pessoais implicam um grande nível de responsabilidade das empresas, e os usos dessas informações podem afetar positiva ou negativamente a experiência dos clientes que fazem negócios com elas, desde os momentos de navegação e busca por um produto, até os momentos finalísticos como o consumo e compra, ou de realização de feedbacks

Ainda, há a própria confiabilidade do cliente com a empresa em questão, pois, pelos dados pessoais é possível contar a história das pessoas, conhecê-las em algum nível, tal como suas vulnerabilidades enquanto consumidoras. Com isto, se a gestão dos dados pessoais e das identidades digitais possibilita aplicações que promovem vantagens competitivas e um aprimoramento da experiência do cliente, por outro lado, essa gestão pode levar a situações de abuso e invasão de privacidade, e consequentemente, exige a criação de meios de assegurar que esse segundo caso não ocorra.

A LGPD e a importância da proteção de dados

Considerando a sensibilidade de lidar com a privacidade dos dados pessoais e das identidades digitais, recentemente, no Brasil, tem ocorrido uma ampla discussão em como assegurar a proteção dessas informações. Isso envolve tanto a ética implicada nos usos desses dados pelas empresas que detém eles, quanto a responsabilidade com os clientes que os produziram e os forneceram para algum empreendimento poder prestar seus serviços com maior qualidade.

Tendo em vista a necessidade de criar mecanismos que permitam assegurar a proteção dos dados pessoais, em 2018, no Brasil, foi implementada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Maiores explicações sobre a LGPD podem ser encontradas aqui

Embora pensada especialmente para os contextos digitais, a LGPD abarca os dados pessoais produzidos nos diferentes meios, desde que esteja em questão o uso deles para fins econômicos. Dentre as várias considerações da lei, a LGPD distingue quatro tipos de dados que precisam ser protegidos.

[Veja também] Fraude de identidade: os tipos de fraude, seus impactos e como ocorrem

Quais são os tipos de dado segundo a LGPD?

Dados pessoais

O dado pessoal é qualquer informação que permita identificar uma pessoa. Alguns exemplos de dados pessoais são:

  • nome e sobrenome;
  • endereço;
  • email
  • dados de localização, como GPS;
  • cookies e endereço de IP.

Dados sensíveis

Os dados sensíveis contêm informações sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico.

Dados públicos

Os dados são tornados públicos quando o seu titular manifesta consentimento claro para a publicização dos mesmos. Ou seja, uma pessoa que decide tornar seus dados públicos, de livre e espontânea vontade, permite o tratamento desses dados por parte de terceiros.

Dados anonimizados

Os dados anonimizados passam por um processamento que leva à remoção ou modificação de informações que possam levar à identificação de uma pessoa. No caso dos dados que passaram por uma anonimização, a LGPD não será aplicável.

Qual é o propósito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)?

De forma sucinta, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) busca assegurar que os clientes ou consumidores estejam cientes, primeiro, dos dados que estão consentindo em fornecer, independente de qual tipo sejam, e segundo, do propósito de uso da empresa que solicita a concessão desses dados. 

A lei também torna de direito de o cliente retirar a concessão feita ou alterar/atualizar os dados disponibilizados, e caso a empresa preveja novos usos, se faz necessário um novo consentimento, com as novas questões explicitadas ao cliente em linguagem o mais compreensível possível.

Em tese, as questões previstas pela lei já deveriam ser consideradas pelas empresas, dado que dizem respeito a um compromisso ético entre elas e seus clientes, assim como os demais atores envolvidos nos negócios realizados entre eles. Podemos considerar que a lei é uma forma de assegurar a efetividade desse compromisso que possui uma importância no mercado e impacta em seu desenvolvimento no todo. 

Em sentido semelhante, uma empresa ao demonstrar explicitamente a preocupação com essas questões de proteção dos dados pessoais dos seus clientes, constrói um vínculo de confiabilidade com eles, e a confiança é um fator determinante para um cliente optar ou não em realizar negócios com uma empresa. 

Dessa forma, torna-se de vital importância estabelecer parcerias com empresas especializadas em lidar e utilizar os dados pessoais de seus clientes e suas respectivas identidades digitais. Essas empresas, denominadas atualmente de IDTechs, cresceram nos últimos anos, e usualmente são voltadas à busca de assegurar o compromisso ético e de proteção de dados pessoais, assim como, explicitar como os dados serão utilizados, ao passo de ofertarem soluções de aplicações de serviços pelo trabalho com as identidades digitais.

O que são as IDTechs?

Como já comentado, as IDTechs são as empresas que buscam viabilizar soluções de mercado a partir do trabalho com os dados pessoais e as identidades digitais. 

As IDTechs oferecem possibilidades aos negócios de otimização e desburocratização de seus processos, de elaboração de produtos e experiências de consumo mais adequados aos seus clientes, de segurança pelo controle proporcionado ao uso dos dados pessoais, entre outros usos, que no geral levam um empreendimento a se destacar positivamente frente às dinâmicas do mercado.

As últimas décadas têm sido marcadas pelo aparecimento das IDTechs por todo o mundo, tornando-se comum entre as empresas o estabelecimento de parcerias com IDTechs com vista ao uso de soluções para transações financeiras, elaborando e utilizando identidades digitais dos clientes pelos seus dados bancários. Desse modo, elas oferecem às empresas um controle dos dados pessoais dos clientes, e, ao mesmo tempo, oferecem serviços simplificados e personalizados aos clientes considerando suas respectivas identidades digitais.

Considerando os vários casos de vazamento de dados pessoais e de invasão de privacidade de consumidores que ganharam a atenção da mídia nos últimos anos, estabelecer parcerias com IDTechs se verifica uma necessidade para a própria sobrevivência de um empreendimento, assim como de sua vida no mercado. Recursos que atrelam segurança e praticidade podem ser fatores diferenciais a depender do tipo de aplicação realizada, e escolher uma IDTech para realizar uma parceria envolve analisar as soluções e os recursos disponíveis.

Um dos diferenciais de soluções propostas por IDTechs é o uso de métodos de biometria facial. Pela biometria facial, o acesso do cliente é avaliado conforme suas impressões de rosto ou olhar são utilizadas para relacionar solicitante e sua identidade digital financeira. Esse tipo de solução apresenta um nível considerável de segurança, uma vez que exige a presença do solicitante no momento da transação, e conforme a sofisticação das tecnologias utilizadas, a biometria facial confere também uma maior agilidade para a realização de solicitações, como as de confirmação de pagamentos.

Em síntese, no caso dos clientes, eles desfrutam de uma maior praticidade para realizar suas compras e seus pagamentos, evitando filas, possibilitando realizar suas transações em meios digitais, e tudo isso sem abandonar a segurança necessária para esses tipos de transações. Já no caso das empresas, elas podem ter maior controle quanto ao fluxo das transações, têm a possibilidade de oferecer aos seus clientes um novo meio de pagamento, que tem se provado mais prático e seguro em relação aos métodos tradicionais, e com isto, se constitui como um meio para as empresas expandirem seus negócios de forma construtiva.

O unico | check é uma proposta da unico para soluções com a identidade digital a partir da biometria facial. O serviço dispõe de um conjunto de recursos de autenticação biométrica que permitem a realização de processos mais seguros e práticos, alinhando o trabalho seguro e necessário com as identidades digitais, com o uso de métodos de biometria facial. 

As soluções por biometria facial têm se tornado uma tendência no mercado pelos seus impactos nos negócios, que como dito, são benéficos tanto aos clientes quanto às próprias empresas que estabelecem as parcerias com as IDTechs, como a unico. Se quiser saber mais a respeito da empresa e do unico | check, acesse e fale com a nossa equipe para possamos te ajudar a encontrar as soluções mais adequadas ao seu negócio.

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