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Fintechs: o que são e como elas têm transformado o cenário financeiro atual

Camila Silva
  • 21 de janeiro de 2021
  • 7 min de leitura

O mercado passou por muitas mudanças nos últimos anos. Os modos como as pessoas se relacionam, as revoluções tecnológicas, a disseminação da internet e das mídias sociais, tudo isso exigiu que o setor financeiro se modificasse e se atualizasse. Ele precisou se ajustar aos novos públicos e seus comportamentos de consumo, assim como às implicações da cultura digital sobre o desenvolvimento da sociedade.

Nesse sentido, um dos fenômenos do momento, e que tem ganhado cada vez mais espaço e presença nos setores financeiros, são as Fintechs. Essas instituições representam todo um novo mercado voltado à produção de soluções financeiras com aplicações tecnológicas, assim, aprimorando as dinâmicas do mundo dos negócios e favorecendo seu crescimento. Dessa forma, essas soluções modificam positivamente a experiência dos consumidores e das empresas pela praticidade e segurança que proporcionam a realização de diferentes transações financeiras. 

E é sobre as Fintechs que discutiremos neste texto, buscando explicar alguns pontos básicos para compreensão dessas novas empresas, e da experiência que proporcionam, destacando os potenciais da unico para auxiliar seu negócio a se inserir no mundo digital e conquistar novos espaços no mercado com segurança. 

O que são as Fintechs?

Fintech é um termo de origem inglesa que vem da junção de duas palavras, Finnancial/Financeiro e Technology/Tecnologia. Desta forma, como o nome sugere, Fintechs são empresas e startups com ênfase na elaboração de soluções com base tecnológica, para a realização de transações financeiras das mais variadas possíveis. Elas costumam se desenvolver em torno das transações realizadas no mundo virtual, mas isso não exclui as possibilidades de suas aplicações nos ambientes físicos.

As Fintechs costumam oferecer soluções com possibilidades de uso pelo celular, ou por algum outro dispositivo eletrônico, tendo em mente com isto que as propostas sejam de fácil acesso e uso pelos mais variados usuários. 

Assim, o ponto principal das Fintechs é o de assegurar a praticidade e a dinamicidade quando uma pessoa realiza operações financeiras, sem perder de vista o emprego de recursos sofisticados de segurança. Esses recursos podem ser, por exemplo, processos de autenticação por biometria facial, ou a geração de um código provisório a ser apresentado no momento da solicitação.

Dadas as possibilidades das Fintechs, sua gama de atuação é extremamente ampla e variada, e assim tem sido nos últimos devido ao crescimento desse mercado, e à percepção de sua necessidade pelas implicações positivas ao desenvolvimento de processos financeiros.

Se formos lá atrás na história, soluções tecnológicas aos problemas financeiros não são tão recentes. A invenção dos caixas eletrônicos na década de 1960 pode ser percebida como um movimento inicial do aparecimento das Fintechs. Nesse momento, elas ainda estavam restritas a existirem no interior dos bancos, mas a essência em buscar trazer a praticidade aos seus clientes, sem abandonar a segurança, já estava presente. 

Os caixas eletrônicos permitiram que as pessoas não precisassem ir às agências bancárias, descentralizando o atendimento, e por consequência, diminuindo as filas, e possibilitando que as transações ocorram em qualquer lugar que abrigue um caixa bancário, como em farmácias, supermercados, ou até pela rua em forma de um posto de atendimento.

As novas tecnologias trouxeram implicações às soluções financeiras, ao ponto de hoje, com os avanços da internet e do mercado digital, haver uma expansão disso que é denominado como Fintech. As Fintechs não estão mais restritas a existirem como setores nos bancos, mas constituem empresas próprias e especializadas em promover soluções ‘financeiro-tecnológicas’.

Mais do que uma tendência, as Fintechs são uma realidade cuja adesão em massa se dará em questão de tempo. A diversidade de possibilidades de aplicações e a imersão crescente da sociedade na cultura digital, formam um terreno propício ao desenvolvimento das Fintechs. Com isto, cabe aos empreendimentos pensarem nos modos de estabelecer parcerias com Fintechs, para oferecer aos seus clientes soluções tecnológicas e inteligentes quando eles realizarem suas transações financeiras. 

Os tipos de Fintechs

Pela gama de atuações possíveis, as Fintechs podem ser distinguidas a partir da especificidade das soluções que elas desenvolvem. Em uma matéria publicada pelo grupo Ian Martin, as Fintechs são classificadas em 7, e vamos explorar um pouco cada uma delas. São os seguintes: Empréstimos, Pagamentos, Transferências Bancárias Internacionais, Finanças Pessoais, Arrecadamento de fundos, Consumo bancário, e Seguros.

Fintechs para solicitação de empréstimos: são soluções de solicitação de empréstimos, estabelecendo processos de avaliação de crédito e da situação financeira do solicitante, que sejam rápidos e sem as grandes burocracias e taxas usualmente solicitadas pelos bancos mais tradicionais. Em síntese, elas reúnem quem pode emprestar junto a quem precisa de empréstimo, realizando acordos flexíveis e descomplicados entre as partes.

Fintechs para realização de pagamentos: são soluções para facilitar a realização de transações financeiras entre as pessoas, por meios mais rápidos e simplificados, evitando a cobrança de grandes taxas bancárias. Basicamente, o que elas fazem é desenvolver aplicações para a realização de compra e venda, como as carteiras digitais, os pagamentos por autenticação biométrica facial, entre outras nesse mesmo sentido.

Fintechs para transferências bancárias internacionais: em transações internacionais intermediadas por bancos tradicionais, geralmente, são cobradas altas taxas, e nos casos de serem instituições maiores, o valor das taxas pode ser ainda maior. Também há o problema da demora para a confirmação dessas transações. Tendo isto em mente, as Fintechs dessa categoria possuem recursos em suas soluções para que essas transações não demorem tanto, e possam ter custos mais baixos aos clientes.

Fintechs para o gerenciamento de finanças pessoais: são as soluções com ênfase em prover aconselhamento no que se refere a como lidar com as finanças pessoais. Envolve informações personalizadas para economizar dinheiro, elaborar orçamentos, fazer controle de contas, entre outros. Se antes seria necessário ir em um banco para esse tipo de suporte, pelas Fintechs é possível obter essa assessoria online por um aplicativo, a qualquer hora do dia.

Fintechs para o arrecadamento de fundos: são as soluções para arrecadação de dinheiro, seja solicitando empréstimo aos investidores disponíveis, ou abrindo um espaço para que várias pessoas possam fazer esses empréstimos de forma descentralizada em um único investidor. Essas soluções são pensadas principalmente aos pequenos empreendimentos que precisam de um meio mais facilitado para levantar fundos. Assim, as Fintechs dessa categoria fazem, basicamente, o relacionamento entre investidores possíveis e os empreendedores que precisam de fundos para iniciar ou alavancar seus projetos.

Fintechs para consumo bancário: são as soluções de crédito, tendo em mente os problemas que muitos consumidores vivenciam quando precisam da aprovação de crédito por grandes bancos. Assim, essas soluções permitem que uma pessoa abra uma conta digital com um certo limite de crédito para realizar suas transações, evitando obstáculos como altas taxas e muitos processos burocráticos.

Fintechs de seguros: essa categoria de Fintechs compreende aquelas que trabalham no mercado de seguros, seja no âmbito da saúde, ou de transportes, ou de outro tipo. As soluções visam alcançar as pessoas que não têm ou passam por dificuldades quando o assunto é o seguro, oferecendo possibilidades mais personalizadas às suas necessidades, ao invés de opções tradicionais que são restritas a uma cobertura por prazos muito extensos e com taxas de serviços inflexíveis.

Essa é uma forma de entender o mercado de Fintechs, mas é preciso considerar que uma mesma Fintech pode trabalhar com diferentes produtos e oferecer soluções para vários tipos de problemas. 

Uma das vantagens do unico | check é dispor de diferentes recursos para a aplicação da biometria facial em soluções financeiras, permitindo seu desenvolvimento para diferentes tipos de negócios, independente de suas especialidades. Torna possível o desenvolvimento de soluções práticas, pois elas só exigem ao cliente apenas que faça uma leitura de seu rosto, o que pode ser feito rapidamente pela câmera do seu celular. Ainda, a autenticação se dá por uma análise rápida e segura, dada a riqueza e os parâmetros de eficiência seguidos pela unico, principalmente por sua base biométrica facial.

Portanto, a questão principal é identificar a necessidade do negócio e qual o tipo de solução melhor a responde, possibilitando atender todos os atores envolvidos, desde o consumidor final até os próprios colaboradores da empresa. 

Porque apostar nas Fintechs?

As Fintechs estabelecem serviços de atendimento personalizados e com retorno mais imediato por serem online, com taxas menores para a realização de transações, e com recursos de interação mais dinâmicos e atrativos. As soluções financeiras propostas visam oferecer experiências positivas de consumo aos clientes, com menos complicações ou excessos de burocracia, como se costuma ser quando um cliente precisa utilizar os serviços tradicionais dos bancos físicos como intermediários de suas transações.

Embora os bancos tenham as Fintechs como concorrentes, ao mesmo tempo, eles também fazem uso delas como uma forma de sobrevivência à modernização. Atualmente, já é amplamente disseminado o uso de aplicativos digitais para bancos que permitem realizar diversas movimentações financeiras. Assim, as filas dos bancos, a espera por boletos ou por atendimento, tudo isso é resolvido por uma solução de aplicativo bancário.

Alinhadas à praticidade tecnológica, as soluções financeiras propostas pelas Fintechs não perdem no quesito de segurança. Pelo contrário, lançam mão de recursos que tornam as operações tão ou mais seguras quanto aquelas realizadas em meios tradicionais. Isso nos leva ao tópico seguinte…

… As Fintechs são seguras?

A principal motivação dessa pergunta pode ser o receio que as novidades usualmente geram, em especial, quando comparamos o desconhecimento que temos sobre elas, com os modos como as coisas tradicionalmente têm funcionado. 

As revoluções tecnológicas no decorrer da história sempre estiveram envolvidas pela desconfiança do desconhecido que estaria por vir. Entretanto, é necessário ver essas novidades de modo racional, assim, verificando como as tecnologias que vão surgindo podem nos ajudar a aprimorar as experiências cotidianas.

Vamos olhar um exemplo: em um primeiro momento, o registro e a guarda de informações eram possíveis restritamente em rolos de pergaminho, e depois, em bibliotecas e arquivos físicos. Hoje, devido aos avanços tecnológicos, as possibilidades do armazenamento virtual em nuvem modificaram os cotidianos de qualquer um que precise guardar e compartilhar pastas e documentos. Trouxe impactos positivos e tornou mais ágil a disseminação de informação entre pessoas diferentes. E em outros setores as tecnologias também trouxeram impactos nos modos de produzimos e consumimos cultura, saúde, política, e não difere no caso do setor financeiro.

Do ponto de vista legal, mesmo com a liberdade que possuem e as possibilidades de taxas e custos menores às empresas e aos clientes, as Fintechs não estão livres de regulamentações. No Brasil, elas ainda precisam seguir regras de funcionamento estabelecidas pelo Banco Central, de modo a assegurar aos usuários e às empresas parceiras que sejam seguidos parâmetros básicos legais e éticos.

Ao analisarmos as Fintechs e os recursos que elas oferecem, é possível identificar como elas dispõem de tecnologias para promover a segurança das transações, sem perder de vista o foco no cliente e em como tornar suas operações mais práticas e eficientes.

Soluções que utilizam a biometria facial são ótimos exemplos dessa praticidade e segurança. Após realizar seu cadastro, elas exigem do consumidor apenas que ele se apresente para que uma solicitação seja autenticada, simplesmente tirando uma fotografia pelo celular ou por um aplicativo de webcam. Assim, independente do propósito da solicitação, a biometria facial permite que ela ocorra de forma simplificada e totalmente digital, mantendo eficiência e segurança.

Se quiser saber mais sobre as possibilidades da biometria facial, e como a unico pode te ajudar a desenvolver soluções financeiras com o uso desse recurso, acesse unico | check e converse com a nossa equipe sobre as melhores opções ao seu negócio.

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