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Identidade digital e open banking foram destaque no 1º dia de Futurecom

Martha Kanagusko
  • 18 de outubro de 2022
  • 7 min de leitura
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Identidade digital e open banking foram destaque no 1º dia de Futurecom

O primeiro dia de Futurecom 2022, que aconteceu no 18 de outubro no Expo São Paulo,  contou com painéis incríveis na trilha de Future Payment, com destaque para Identidade digital, contactless, Metaverso, Open Finance, Pix e Open Banking. O que você vai ver:

Os possíveis cenários para o futuro dos serviços financeiros e meios de pagamento na era digital

Na palestra Os possíveis cenários para o futuro dos serviços financeiros e meios de pagamento na era digital, Eduardo Abreu, VP de Novos Negócios da Visa, trouxe uma reflexão sobre a evolução dos meios de pagamentos, buscando maior eficiência, simplicidade e agilidade nas operações, ao mesmo tempo que proporcionam uma melhor experiência para os clientes, fornecendo serviços cada vez mais customizados.

A Visa procurou responder algumas perguntas para entender como será o mundo daqui há 10 anos e nos apresentar a oportunidade de criar uma visão futura para os meios de pagamento:

  • Quem são nossos futuros usuários, consumidores, parceiros, concorrentes?
  • Como isso afetará nossas expectativas como usuários e como definir valor e relevância em produtos, serviços e experiências?
  • Que problemas “invisíveis” estão surgindo no comércio e nos pagamentos e como poderíamos resolvê-los?
  • Que soluções “invisíveis” estão surgindo e como poderíamos aplicá-las?

E dividiram as respostas em 3 pilares: pessoas, comércio e dinheiro.

Quem vai ser nosso consumidor do futuro?

A pandemia impulsionou a transformação digital, atualmente gastamos mais tempo no mundo online do que no offline e essa tendência só tende a crescer no futuro. Por exemplo, com a criação de avatares em várias redes sociais, passamos a nos identificar em cada ambiente de uma forma diferente. Através das conexões digitais, começamos a ter uma oportunidade muito maior de nos conectar com outras pessoas (tik tok por exemplo tem 1 milhão de pessoas, no snapchat, 300 milhões, no whatsapp 2.5 bilhões) e construir um relacionamento digital. É aí que o conceito de identidade digital vai começando a se criar 

Exemplos:

  • Na Decentraland, a JP Morgan abriu uma loja virtual na qual você pode ter uma conversa com o CEO da empresa como se estivesse em sua sala;
  • Os preços dos imóveis dentro do metaverso cresceram 700% em 2021;
  • Existem marcas que estão investindo em metaverso para se posicionar.

Cada vez mais queremos nos conectar com novas tecnologias e, hoje, apenas com o celular temos tudo concentrado num único lugar: cartão de crédito,  carteira de motorista, título de eleitor, etc.  Você pode até sair de casa sem sua carteira, mas aposto que não sai mais de casa sem o celular porque você tem tudo lá.

Privacidade x customização de serviços

Plataformas como Google e Apple criaram sistemas interativos inteligentes que integram diversos serviços para melhorar a vida das pessoas – que são cada vez mais customizados levando em consideração o comportamento desses usuários. A dúvida é se isso invade a privacidade dos usuários…

Existe uma percepção positiva de “permissão” para que essas plataformas tenham acesso às informações pessoais quando, em troca desses dados, a pessoa vai receber um serviço mais personalizado, que melhore sua experiência de alguma maneira. 

O que impulsiona o comportamento do consumidor do futuro?

Atualmente temos o conceito de “Omini-tudo” – não vamos mais às compras, as compras vêm até a gente. Estamos a todo momento nos deparando com oportunidade de compra. Quem nunca percebeu que está falando no whatsapp sobre determinado produto ou serviço e aí ele começa a aparecer para você nas redes sociais? 

Já existem marcas que fazem “live shopping”, nas quais o consumidor pode interagir com o vendedor a todo momento, pedindo para ver mais detalhes do produto, por exemplo. 

Falando em compras, não podemos esquecer que nossos avatares vão querer comprar coisas também:

  • Como os consumidores irão se comportar nesse ambiente?
  • Como as marcas irão se posicionar? 
  • Quais produtos digitais também poderiam existir em formato físico para atrair mais consumidores? 
  • Quais os hábitos de compra do seu avatar?

Foi aí que surgiu o termo “D2A” (direct to avatar) – Já existem marcas que têm criado experiência digital e física para seus consumidores. Exemplo: Adidas e Tommy Hilfiger estão vendendo produtos para esses “personagens digitais” e criando essas experiências ominichannel para seus clientes.

Decisões automatizadas

Não podemos esquecer também da experiência desses clientes. Segundo estimativas publicadas pelo The Wall Street Journal, tomamos em média 35 mil decisões por dia. Se pensarmos em quantas vezes olhamos o whatsapp, quantas vezes respondemos uma mensagem, isso não é difícil de acreditar… E como podemos facilitar nossa vida nessa tomada de decisão? Como a tecnologia pode nos apoiar nessas decisões, melhorando a experiência do cliente?

Exemplo: a Digit consegue, através do seu comportamento de compras, perceber que você tem espaço para economizar dinheiro na sua carteira digital e fazer isso de forma automática, colocando esse valor em uma conta poupança, por exemplo.  Esse tipo de serviço utiliza análises preditórias baseadas em comportamento do usuário para ajudá-lo a ter uma economia de dinheiro sem que ele  tenha que gastar tempo pensando e planejando isso.

Percebe o nível de customização que conseguimos chegar quando unimos tecnologia e inovação?

O futuro dos pagamentos

Como fazer a desmaterialização do dinheiro (que é necessária) e transformá-lo de um objeto físico para digital? Quando ele se transforma em digital, ele passa a ser inteligente, pois conseguimos fazer coisas que não conseguimos com o dinheiro físico:

  • Transações entre países; 
  • Validar uma transação de uma forma segura;
  • Criar criptomoedas, 
  • Criar (CDBCs) moedas digitais dos bancos centrais. 

Já temos 10 países com CBDCs implantadas e mais 50 países que estão em implantação. Quando falamos em criptomoeda, no mundo já existe 1.7 trilhões de dólar sendo movimentado em cripto e o Brasil é o 7º país em utilização no mundo. É uma tendência que veio para ficar.

Identidade digital: o que vemos como tendência?

Há uma cidade chamada Zug, na Suiça, que é a 1ª comunidade do mundo a oferecer a todos os cidadãos a oportunidade de ter uma identidade digital, que pode ser “ sua carteira” (essa frase soa familiar, não?). As pessoas podem  entrar em um restaurante ou uma loja e, através da identidade digital, fazer aquela compra. As transações contactless cresceram na pandemia: a cada 10 transações 4 são contactless.

O tsunami “Open”: os próximos passos para colocar cada vez mais brasileiros para dentro deste jogo

No painel, que foi apresentado  por Boanerges Ramos Freire (Sócio Presidente Boanerges & Cia), Elias Sfeir (Presidente ANBC – Associação Nacional dos Bureaus de Crédito), Ricardo Taveira (CEO Quanto) e Eduardo Prota (CEO N26) pudemos presenciar uma riquíssima discussão sobre o advento do Open Finance, conceito que está, transformando a relação dos consumidores com seus bancos e fintechs

Apesar deste sistema já ser considerado uma realidade, com 5 milhões de consentimentos ativos, ainda há um longo caminho para que ele funcione a pleno vapor. Em fevereiro, o Open Banking completou um ano de operação no Brasil, amplamente utilizado em outros lugares do mundo, como na União Europeia e no Reino Unido, o sistema está passando por um processo de etapas para sua implementação definitiva em território brasileiro. 

O que é Open Banking mesmo?

Trata-se de um mecanismo de compartilhamento de dados e informações de usuários entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central. Um dos objetivos, segundo o BC, é “a movimentação das contas bancárias a partir de diferentes plataformas e não apenas pelo aplicativo ou site do banco, de forma segura, ágil e conveniente”. Na prática, isso significa que um cidadão não precisa passar por todo um processo de abertura de conta em um novo banco, por exemplo. Basta ele permitir o compartilhamento de informações para que a instituição tenha conhecimento dos dados do novo cliente.

Leia mais: Open banking e identidade digital: entenda como se relacionam

As fases do Open Banking no Brasil

Fase 1

A primeira fase teve início no dia 01 de fevereiro de 2021. Este estágio inicial do Open Banking teve como função a disponibilização de informações padronizadas das instituições financeiras participantes ao público.

Fase 2

É a mais complexa para a implementação do Open Banking. A partir dela, os clientes já podem compartilhar suas informações entre as instituições participantes. A segunda etapa teve início em 13 de agosto, pouco mais de seis meses depois do estágio inicial. Com a introdução do compartilhamento de informações, os clientes começam a receber ofertas de acordo com seu perfil, histórico financeiro, custos mais acessíveis e soluções personalizadas para a situação em que se encontram.

Fase 3

A terceira fase do Open Banking, que teve início em 29 de outubro, é o primeiro encontro do sistema com o Pix. As duas principais novidades desta etapa são o Iniciador de Transação de Pagamento (ITP) e o encaminhamento de proposta de crédito. A partir desta etapa, empresas podem solicitar ao Banco Central para serem “iniciadores de pagamento”, facilitando as transferências dos usuários por meio de seus aplicativos. Isso significa que empreendimentos que utilizam serviços delivery, por exemplo, vão poder oferecer aos clientes a opção de pagar o produto com Pix dentro do próprio aplicativo, sem fazer com que o usuário saia do app para entrar na interface do banco em que possui conta para utilizar a versão “copia e cola”.

Fase 4

A última fase do Open Banking, agendada para começar no dia 15 de dezembro deste ano, marca a transição para o Open Finance. Nesta última etapa, o sistema de compartilhamento de dados, informações e histórico sai do âmbito bancário e passa a valer para toda a configuração de finanças pessoais, como seguros, investimento, câmbio e outras vertentes.

Impactos do Open Banking/Finance no mercado:

Muito além do “consentimento”, o Open Banking traz novas possibilidades e configurações para negócios de forma muito mais ágil. O consentimento e o compartilhamento de informações são só o começo. Confira os impactos no mercado:

  • Dar poder ao consumidor (empresas e pessoas);
  • Padronizar a integração entre agentes envolvidos:
    • Financeiros (bancos, corretoras, IPs, etc);
    • Não-financeiros (varejistas, redes sociais, indústrias);
  • Novos players;
  • Novos produtos e soluções para o mercado;
  • Modelos de ecossistema.

Resumindo, teremos:

  1. Maior competição com menor custo (ação direta do regulador – BACEN);
  2. Melhor experiência para o usuário final (inclusão financeira da sociedade em um ambiente cada vez mais digital;
  3. Maior segurança (aprimoramento das ferramentas de segurança).

Fique de olho em nosso blog pois amanhã traremos a cobertura do 2º dia de Futurecom!

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